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Espeleobiologia

Ramo da biologia dedicado ao estudo da fauna e ambiente subterâneo que possui algumas características que o torna bem peculiar quando comparado com o da superfície. A zona afótica é caracterizada principalmente por ausência permanente de luz, temperatura relativamente constante acompanhando a média anual da região, atmosfera saturada de água e alta concentração de CO2. Estas características irão influenciar fortemente a distribuição dos organismos. Devido à ausência permanente de luz, os organismos fotoautotróficos estão ausentes neste ambiente, de modo que os organismos cavernícolas dependem principalmente de itens alóctones como fonte energética. Os animais cavernícolas são freqüentemente inseridos em categorias ecológico-evolutivas. Os Trogloxenos, encontrados regularmente no meio hipógeo, mas que precisam retornar à superfície ou à zona de entrada para completar seu ciclo de vida; os Troglófilos, espécies que podem viver e se reproduzir tanto no meio hipógeo quanto no epígeo; os Troglóbios, espécies restritas ao ambiente subterrâneo, geralmente caracterizadas por troglomorfismos, que são estados de caráter associados à ocupação e isolamento neste ambiente. Os troglomorfismos mais comuns são a regressão, até ausência, dos olhos e da pigmentação melânica. Também podemos encontrar organismos acidentais que utilizam cavernas como rotas de fuga de predadores, como abrigo contra dessecação ou que até penetram por acidente, mas que são incapazes de se orientar para sair da caverna.

Referências

[1] Laboratório de Estudos Subterrâneos - UFSCar (LES-USFCar). Página visitada em 30 jan. 2014.